Redação
Carl Cox em São Paulo
Glamour e techno foram os ingredientes na Casa das Caldeiras
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Na última quarta-feira, 18, São Paulo recebeu pela primeira vez a festa Circuito Halls, que trouxe como grande atração o DJ inglês Carl Cox.
Para quem não sabe, o Circuito Halls começou em 2006, realizando festas apenas na região sul do Brasil. Este é o quarto ano consecutivo que a Cadbury - empresa que comprou a Adams - promove o evento, que já passou pelo Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Pernambuco.
A partir das 23:00 a entrada do público foi liberada, ainda sem clima de festa, em sua maioria formado por fotógrafos e profissionais de imprensa que chegaram primeiro.
Impossível não se deixar seduzir pela construção rústica da Casa das Caldeiras, o local estava decorado com as cores dos sabores de Halls, sendo que em determinados momentos a predominância de cores se alternava (vermelho, verde, azul).
Quem abriu a pista foi o DJ Gui Raffi, com um tech-house na medida para começar uma boa balada. Uma linha bem européia de som, sem apelar para “hits” manjados.
Na sequência entrou o experiente André Pulse, que realizou um DJ set através do software Ableton Live, utilizando um controlador Akai APC40 para mixar as faixas.
Não sei por que, mas o set de André começou com um volume muito superior ao do DJ anterior, o que garantiu maior impacto na pista que começava a ficar cheia. Nesta hora o público esboçou suas primeiras reações (gritos, assobios e mãos para cima), embalados por um techno carregado de groove e pausas épicas.
Antes de Carl Cox começar a tocar, alguns assistentes e técnicos do artista verificaram todos os equipamentos, ligaram o Macintosh (de onde saíram as músicas), controladores (Maschine – Native Instruments), o mixer especial e os CDJs.
Terminado o check lits, o telão de LED atrás do palco foi ligado e um vídeo de apresentação de Carl Cox começou a passar. Nele, alguns ícones da música eletrônica comentam sobre a importância do “mestre” do techno, entre eles John Digweed e ninguém menos que Moby.
Carl Cox é energia pura. Controlando diversos decks e efeitos durante o set, uma breve inserção de “Praise You” logo no início arrancou gritos da pista. Suas mixagens são rápidas e precisas, algo que parece fácil para alguém que toca desde os 15 anos de idade e hoje está com 47.
Carl mantém aquela sensação “panela de pressão” típica do estilo durante todo o set, segurando para soltar o grave na hora certa. Ou melhor, na hora em que ele achar certo. Ele não apenas seleciona e toca a música, mas sim interfere na obra ao vivo. Ousado seria a definição mais adequada.
Reconhecendo sua importância para cena eletrônica, o público paulistano encheu a Casa das Caldeiras para conferir Carl Cox. Diga-se de passagem, o local estava repleto de gente bonita, celebridades, com um ‘G’ de glamour no ar. Ambiente cheio, mas sem “muvuca”.
Quem roubou a cena quando chegou foi o casal de atores Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert, que foram receptivos com a imprensa e admiradores. Após entrevistas e uma breve seção de fotos, o casal foi curtir a festa do camarote.
O Circuito Halls foi uma balada que expressa o que muitos paulistanos procuram como diversão. Público limitado, local diferenciado e uma atração “de peso” exclusiva. A torcida é para que São Paulo receba novamente o Circuito Halls em 2010.
Veja também:
Fotos do Circuito Halls
por Paulo Henrique Schneider (texto e fotos)
19/11/2009
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