
Redação
Entrevista Marc Romboy
DJ ‚ um dos expoentes do novo techno alemÆo
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Marc Romboy está de volta ao Brasil. Em uma breve turnê durante o mês de Abril, o DJ e produtor alemão aproveitou sua pausa para dar uma entrevista ao Balada Planet, onde ele conta seu começo, suas influências e como foi receber um caloroso elogio do DJ Gui Boratto. Confira.
01 – Olá Marc Romboy. Primeiramente nos conte como você teve seu primeiro contato com a musica eletrônica?
Bem isso aconteceu quando eu tinha 8 anos. Eu fui a uma loja de discos com minha mãe e quis comprar o álbum “The Robots” do Kraftwerk. Eu não me lembro onde havia escutado essa canção pela primeira vez, mas eu cantei essa música ao vendedor e ele soube direitinho o que eu quis dizer. Eu escutei esse disco milhares de vezes e não pude parar.
02 – O techno sempre fez parte da sua vida, ou já tocou outros gêneros?
Quando eu era jovem eu também escutava Kiss e Level 42, só para citar dois herois da minha juventude. Mas quando me tornei mais adulto eu comecei a escutar música independente de pessoas como Joy Division, Bauhaus, The Smiths e The Residents. Eu procurava escutar música diferente, bem longe do mainstream. Eu odeio toda essa porcaria que toca no radio e a maioria delas para ser honesto, eu não consigo escutar.
03 – Quem são suas grandes influências na hora de produzir?
Um difícil descrever isso em duas ou três frases. Eu acho que as tracks recebem influência de diferentes fatores. Não somente musicais, mas também de sons ambientes como sirenes ou trens. Mas eu li um artigo onde os bebês escutam música ainda dentro do ventre de suas mães. Então melhor perguntar a minha mãe…
04 – Dê uma dica para nós. O que vale a pena atualmente escutar na música eletrônica?
O céu é o limite. Há muitos bons artistas por ai e seria incapaz de mencionas apenas um no meio de tantos. Mas Burial (artista de dubstep) está entre os melhores em qualquer coleção de álbuns ou listas de ipods nos dias de hoje.
05 – Você já foi citado por Gui Boratto, como uma de suas grandes influências. Como sente vendo grandes DJs se inspirando em você?
Bem, isso sempre é muito bom de se escutar, mas na minha opinião todos nós influenciamos e somos influenciados mutuamente, sabe? As vezes não percebemos quem realmente está nos influenciando. Mas de qualquer forma, Gui Boratto é um produtor incrível com um enorme feeling para tons e melodias, e o mais importante, é um um ser humano muito educado.
06 – O techno alemão é diferente e facilmente identificável. Qual você acha que é o grande diferencial de um DJ de seu país??
Bem, eu nunca realmente pensei sobre esse ponto de vista e perspectiva. Eu cresci em uma area mais industrial e urbana. Então talvez essa seja a razão pela qual meu som é mais dark, com pitadas e ritmos mais místicos. Kraftwerk também é de Düsseldorf, local onde eu nasci. Talvez sentimos algo especial pela nossa “ilha”, que não posso compreender. Eu não sei. É apenas um pensamento.
07 – Nos fale um pouco de sua nova turnê pelo Brasil. O que sente tocando por aqui??
Primeiro de tudo, estou muito agradecido que eu já esteja em minha quarta tour aqui pelo Brasil, e isso me deixa orgulhoso, claro. E estou muito satisfeito com a Monique e a Modular fazendo meu suporte e me “bookando” por aqui. Para mim essa é a melhor escolha para colaborar com ela e o time da Modular.
Quando vemos para uma tour sozinho ficamos curiosos. Eu acabei de voltar do meu primeiro show na “5uinto” em Brasília e estou totalmente maravilhado com o fato do público ser caloroso e de mente aberta para minha música. Eu sei que é preciso sentir e entender minha vibe, caso contrario é difícil aproveitas minha música. Você precisa mergulhar profundamente nos ritmos e sons e tem de estar em uma frequência similar que eu, e isso pode ser difícil se você gosta de música eletrônica comercial. Mas estou feliz que o público aqui entende bem e o caso de Brasília foi ótimo.
Por Rodrigo Reinelt – rnreinelt@baladaplanet.com.br
4/17/2012
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